domingo, 15 de julho de 2012

Campanha de Doação de Doação de Órgãos e Tecidos


Avise aos seus familiares sobre seu desejo de doar seus órgãos após sua morte
Salve vidas!



I. Introdução

Você deve estar imaginando qual a razão de eu ter escolhido a doença renal como tema do livro, se por sofrer desse mal ou ter alguém na família ou próximo que sofra, mas não foi.
Há alguns meses, a idéia de escrever o romance veio à cabeça como em um passe de mágica. 
Claro que o desenrolar da trama foi tecido ao longo dos meses, época em que não só a escrevi como sujeito externo, mas como que vivi o dia a dia dos personagens, introjetei-me a história de tal modo que cheguei a sentir as dores e alegrias de cada um deles. Sofri a dor de Bruno e seus familiares, a coragem e resistência emocional dele apesar de tão jovem. A ligação dele com o irmão Caio desde pequenos. A maturidade e altruísmo desse último, que não vascilou nem um instante em sua decisão de doar o rim para o irmão. A carência inicial de Sthephanie os medos e preconceitos de Rodolfo. A fraqueza e inconseqüência de Felício e Sthepahnie, as conseqüências de seus atos. A superação de Rodolfo. O ciúme e dificuldade de Márcia. A convivência dos quatro irmãos e de suas famílias. O arrependimento de Júlio, enfim...
Algumas pessoas me perguntaram por que o garoto não poderia sofrer de outra doença e qual a razão do título ser “Caramelos emaranhados”. Eu não sei a razão de esta ser a doença, apenas foi assim que a história chegou, com a doença, com os nomes dos personagens, com as balas (caramelos) e como as vidas de personagens se entrelaçando o tempo todo. Quanto ao título, dois nomes vieram a minha mente: “Caramelos emaranhados” ou “Caramelos entrelaçados”. Decidi pelo primeiro após uma consulta feita a alguns parentes e amigos para os quais mostrei a sinopse. Achei que de fato emaranhados faz mais sentido, afinal, as vidas dos personagens não apenas se entrelaçam, mas existem situações confusas, misteriosas e não convencionais que formam um emaranhado. Já caramelos representa o lado bom de tudo: o amor, a paixão, o arrependimento, o perdão, a doação, a ligação fraterna, a união das famílias em torno de algo maior.
A história veio fechadinha, como em um belo pacote de presente. - De presente? Você fala de uma doença como um presente? - Pergutaram-me, então respondi: - Sim e sabem por quê? Porque o belo invólucro vermelho com fitas douradas nada mais é do sucesso do transplante de Bruno graças à doação de um dos rins de Caio. Este gesto é inspirador e por isto lanço aqui uma nova “Campanha para doação de órgãos e tecidos - Caramelos emaranhados” a que o livro desencadeará.
O sofrimento é algo muito complexo e difícil ao qual cada pessoa responde de um modo. Alguns são resignados, outros se revoltam, outros não suportam a dor e dão cabo de suas vidas, outros vivem da autocomiseração, outros crêem, lutam, resistem e vencem.
A meu ver, sofrer por sofrer nunca faz sentido, é preciso tirar de tudo o melhor, ainda que seja tão difícil que nos pareça impossível.
Escrevendo esta história eu precisei de um bálsamo para os personagens, para mim e principalmente para todos os que de fato são acometidos por essa e muitas outras moléstias para as quais um transplante de órgãos ou tecidos seria a solução, ainda que não a cura, o tratamento ideal.
Que esta seja a gota d’água, que eu bentivi, jogo na floresta incendiada. Vou mais longe, que Deus, em Sua infinita bondade, faça com que esta gota, somada a tantas outras gotas da mesma água aqui e ali, devolva-nos a floresta restaurada.


II. DOENÇA RENAL CRÔNICA (DRC)

Antes da campanha em si quero chamar a atenção de vocês sobe a Doença Renal Crônica (DRC), também conhecida Insuficiência Renal Crônica, mal que o personagem Bruno foi acometido em virtude da glomerulonefrite.  

Todos temos que ficar atentos aos sintomas e percebendo-os procuremos imediatamente um médico, preferencialmente, um nefrologista que nos auxiliará a afastá-los ou tratá-los.

A DRC é um problema de saúde pública mundial, no mundo mais de um milhão de pessoas estão em diálise atualmente e outros milhões apresentam algum grau de comprometimento da função renal leve ou moderada.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), estudos da população mundial demonstram que a prevalência da doença alcança 7.2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. Os estados avançados demonstram que o aumento de internações hospitalares, mortalidade cardiovascular, grande impacto na qualidade de vida, resultam um alto custo para a saúde pública, o que ocorre inclusive nos estágios iniciais da doença. Assustadoramente pacientes de 30 anos com a doença em diálise tem um índice de mortalidade semelhante a um indivíduo de 80 anos sem a doença.

Como fatores de risco importantes para a DRC estão: a hipertensão arterial, o diabetes melittus, sobrepeso, tabagismo, idade acima de 50 anos, história familiar de doença renal e o histórico pessoal de algum tipo de doença renal. No Brasil estima-se que 10 milhões de indivíduos tenham algum grau de DRC, ou seja, prevalência de 50/100.000 habitantes. Existem mais de 90 mil brasileiros em diálise, sendo 90% em hemodiálise, com um custo anual de dois bilhões de reais. Destes, de acordo com o censo da SBN: em decorrência da DRC 35,2% de hipertensos, para hipertensão, 27,5% para diabetes, 12,6% para glomerulonefrites, 4,2% para doença renal policística e 20,5% para outros diagnósticos. O percentual de mortalidade dos pacientes em diálise é de 17%, com um aumento progressivo nos últimos anos.

A boa notícia é que o Brasil tem o maior programa público de transplante renal do mundo. Em 2010 foram realizados 4.657 transplantes de rim no Brasil, sendo 3003 com doador falecido e 1.654 com doador vivo. Mesmo assim a falta de informação ainda é um problema sério, converse com seus familiares, expresse sua vontade em ser um doador e estimule-os a fazerem o mesmo.

Antes de qualquer coisa vamos entender o que é nefrologia.
Nefrologia é uma especialidade médica dedicada ao diagnóstico e tratamento clínico das doenças do sistema urinário, principalmente relacionadas ao rim.

O médico especializado nas doenças do sistema urinário chama-se médico nefrologista.

No Brasil, o tempo para formar um nefrologista é de 10 anos de estudo (6 anos do curso Médico, 2 anos de residência ou estágio em clínica médica e mais 2 anos de residência ou estágio em nefrologia).

Entre as diversas atividades de um médico nefrologista, pode-se destacar:
• prevenção de doenças renais;
• diagnóstico e tratamento de hipertensão arterial (pressão alta);
• diagnóstico e tratamento de infecções urinárias;
• diagnóstico e tratamento de nefrites;
• diagnóstico e tratamento de litíase renal (pedra nos rins);
• diagnóstico e tratamento de doenças renais císticas;
• diagnóstico e tratamento da doença renal crônica;
• diagnóstico e tratamento da lesão renal aguda;
• hemodiálise;
• diálise peritoneal;
• transplante renal.

Recomenda-se que pacientes com mais de 40 anos consultem anualmente um médico nefrologista e façam os exames de dosagem da creatinina no sangue e o exame de urina.

Para pacientes com diabetes, pressão alta, história familiar de problemas renais, pedra nos rins, história de nefrites ou infecção na infância recomenda-se consulta e seguimento do tratamento com um médico nefrologista.



A Sociedade Brasileira de Nefrologia, cujo contado pode ser feito através do e-mail: secret@sbn.org.br, ou do site www.sbn.org.br onde disponibiliza dentre outras, as seguintes informações: endereços das Centrais de Transplante, Centros de Diálise, Associação de pacientes no Brasil, Direitos do paciente, o rim e suas funções, doenças comuns, prevenção, tratamento, dicas de alimentação, links de alguns livros sobre doenças renais, como: Nutrição, Livro a vida de um renal, Minidicionário do Paciente Renal - Tratamento Conservador, Minidicionário do Paciente Renal - Terapia de Substituição Renal, Manual de Transplante Renal Pré-Transplante, Manual de Transplante Renal Pós-Transplante.


III. Doação de Órgãos e Tecidos - você pode salvar vidas!

Ao colocarmo-nos no lugar dos pacientes que necessitam de um transplante de órgãos ou de seus familiares, facilmente nos conscientizaremos de que um gesto simples pode fazer toda a diferença.

Para melhor entendimento a respeito da doação de órgãos e tecidos, comecemos por explicar em que ela consiste. Doação de órgãos e tecidos nada mais é que a retirada de órgãos ou tecidos saudáveis do corpo do doador para substituir órgãos ou tecidos doentes do receptor.

Como posso ser um doador após a morte?
Informando verbalmente a sua família sobre seu desejo de ser doador. Não é preciso deixar por escrito.

Existem dos tipos de doares:
Doador vivo: qualquer cidadão juridicamente capaz nos termos da lei que se disponha consciente e gratuitamente a fazer a doação de rins, parte do fígado, parte da medula óssea, ou parte do pulmão, sem comprometimento de sua saúde e aptidões vitais, sendo que tenha até o quarto grau de consanguinidade com o receptor – ou seja: pai, mãe, avós, tios, primos, irmãos, sobrinhos e filhos. Para cônjuges ou outros indivíduos é necessária autorização judicial.
Doador cadáver: são pacientes de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com morte encefálica devidamente comprovada e mediante a autorização da família. Neste caso, os órgãos e tecidos que podem ser doados são: coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendões.
Os órgãos retirados atenderão aos pacientes que aguardam em uma lista única definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Ministério Público.

O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. São realizados exames clínicos e complementares durante intervalos de tempo variáveis, próprios para determinadas faixas etárias. Pelo menos dois médicos diferentes, não integrantes da equipe de remoção e transplante, realizam tais exames.
A retirada dos órgãos é feita como qualquer outra cirurgia, portanto o corpo do doador não apresentará deformidades após a retirada dos mesmos, podendo ser velado normalmente.

A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTN) disponibiliza o e-mail abto@abto.org.br e o site www.abto.org.br, onde disponibiliza esclarecimentos como: entenda a Doação de Órgãos, Entendendo a Morte Encefálica, Perguntas sobre Doação de Órgãos, Manuais de Transplante, Educação em Transplantes. Ética em Transplante, GAT - Grupo de Apoio ao Transplantados, links e muito mais. Acesse o site e conheça todo o conteúdo que pode salvar vidas e fazer de você uma pessoa melhor enquanto doador de órgãos!


IV. Endereços Úteis

Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)
Secretaria da SBN 
Rua Machado Bittencourt, 205 - 5º andar - conj. 53 
Vila Clementino / São Paulo - SP CEP 04044-000
Tel: (55-11) 5579-1242

ABTO
Avenida Paulista, 2001 – 17º andar Conj. 1704/1707 – Cerqueira César São Paulo - SP CEP: 01311-300
Tel.: (55-11) 3262-3353 - 3263-0313 Fax: Ramal 5
E-mail: abto@abto.org.br

Disque Saúde: 0800 61 1997

Sistema Nacional de Transplantes: (61) 3306-8212

Clínica do Rim
Centro Médico de Campinas
Tel: (55-19) 32876765

Centro Integrado de Nefrologia
Universidade Estadual de Campinas
Tel: (55-19)35218050


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