quarta-feira, 5 de março de 2014

Bipolaridade Crua

BIPOLARIDADE CRUA



Uma impaciência irrompe meu peito
e ele explode em qualquer agonia
mesclada de alegria e dor,
desejo e consciência,
medo e magia, desconcentração...
Por querer sua boca na minha
e seu calor a queimar-me as entranhas.
Enlouqueço ao desenhá-lo com
os olhos e o materializo mentalmente,
pronto ao meu toque.
Seu cheiro, o que guardo, inunda o ar
e me embriaga. E eu, excitação!
Ah! Este lado de mim, casca, inverdade...
Dos poucos que me renderam méritos.
Sucumbo com o passar das horas,
com o sono das noites mal dormidas,
e me deprimo com o que restou de mim.
Avalio o que tenho lhe passado de bom:
Nada, talvez, ou breves momentos errôneos,
brumas de uma personalidade distorcida.
Uma outra face, colérica e dissimulada,
facetas distintas de minha bipolaridade crua.
Amo e odeio, a você ou a mim, não sei...
Elevo-me em canduras ou em afrontas
e caio desvalida ao piscar dos olhos.

Do livro "Poesia com Brandy"


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