sábado, 15 de março de 2014

Bolhas de ar no meio do lago


Olhe ao longo do lago, veja as bolhas que se formam de tempos em tempos - sou eu tentando emergir, querendo respirar, mas logo volto para o fundo. E na escuridão repleta de limbo todo escorregadio e frio pego-me com medo, encolhida e sem outros iguais a mim.

Nem sequer sei como vim parar aqui, se com ou sem motivo, sei apenas que estou e quero sair.
Olhar e vejo uma luz sobre mim e ela me anima, há esperança. É o Sol que brilha me chama à vida. É por Ele que volto a respirar e insisto em reviver.
Ele me chama à vida, sei que mesmo quando for noite e eu não o puder ver estará oculto e silencioso.
Na verdade o que falta é o gancho que me manterá fora da água. O gancho está a margem do lago - poderá vir de mim mesma, de você ou de outra pessoa ou uma palavra mágica palavra a me fisgar...


Texto de Teresa Azevedo

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