terça-feira, 4 de março de 2014

Pássaro Errante



Branda, branda a voz que é ouvida,
Sincero o olhar que orienta,
Fugaz o caminho que se apresenta.
Partir ou deixar-se ficar?

Plaina o pássaro errante. Sem pousada.
Em qual país, por quais quadrantes?
Perseguidores de iguarias a sustento,
Consumidores de ironias a contento.

Do hábil conselho é demente.
Em abrupto espasmo enxota,
Espezinha, arrota e se cala.

Incoerente, ignora a luz.
Inconsequente, segue bestial.
Imprudente situação.


Poesia de Teresa Azevedo extraído do livro “Peripécias de Poeta” que pode ser adquirido no site www.clkubedeautores.com.br

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