segunda-feira, 10 de março de 2014

Você o príncipe e eu a rosa




Como alcançar o inalcançável?
Como tocar o inacessível?
Como contemplar o invisível?
Como ouvir canções mudas?
Penso, repenso, e não compreendo:
Qual a razão de tamanho engano?
Tão perto do corpo e tão distante,
Tão longe da mente e tão aqui.
Tudo que preciso é de uma chance,
Uma oportunidade de sentir.
Mais uma única vez, que seja,
Um único momento sendo só meu.
Não me despreze mais.
Não fuja ou minta.
Não se acovarde.
Não resista.
Seja piedoso e dê-me um pouco de si.
Não me deixe assim com tamanha tristeza,
Com um peito que sangra incontinente,
Com a velha ferida ainda aberta.
Um dia me cativou.
Você o príncipe e eu a rosa.
Não me deixe aqui tão só,
Seja generoso.
Você se esconde atrás de si mesmo.
Ama-me, mas não admite.


Do livro: Peripécias de Poeta de Teresa Azevedo que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br

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