segunda-feira, 21 de abril de 2014

Minha mente


Minha mente

Minha mente é mesmo assim: pensa, pensa e pensa...
Voa, voa e voa.
Sou como um pássaro que sobrevoa
muitos ninhos ao mesmo tempo.
Eu sempre estive entorpecida
sem jamais usar qualquer droga ilícita,
Sempre gargalhei sem ouvir piadas
e me debulhei em lágrimas sem ouvir "nãos".
Sou intensa! 
Gosto de falar sem receios de ser mal interpretada –
ainda que seja
– Não dou acabamentos finos às minhas palavras,
especialmente para pessoas em quem confio.
Já me compliquei por ser assim,
mas não tenho reservas em pedir perdão.
E peço, repeço, imploro e choro se for preciso:
apenas me rasgo e desnudo.
Falar como falo me faz sentir no clímax
sem que lá esteja.
Descanse! Tenho plena consciência dos limites,
o que almejo é apenas um pingue-pongue de verbos.

Texto de Teresa Azevedo extraído do livro “Ondulações” que pode ser adquirido no site www.clube deautores.com.br

Pintura de Alphonse Mucha

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