terça-feira, 1 de abril de 2014

Vai linda e solta, desnuda mulher


Vai linda e solta, desnuda mulher.
É tarde, a chuva parou por hora
E a mulher desnuda já se vai
Sem pompa, sem choro, sem desespero.

Vai ela de encontro à pausa
Seu ser está sem brilho, mas calmo.
Há um fôlego a se abrir e florir,
Há um tempo de se ouvir, de falar.

Tempo de se calar, deitar e descansar.
Desnuda mulher de preconceitos,
Caminha nua por todas as ruas, sem medo.
Veste-se apenas de amor e resplendor de alma.

Vive de atitudes, amiúde, sua chama.
Vá linda e solta, desnuda mulher!
Dê-me um beijo de chuva
Molhado de amor.

Com gosto de pura uva
Acetinado como a lua
Repleto de crateras
Recheado de quimeras.

Beije-me mulher, roce-me a nuca.
Vem com o mel de seus seios
Aninhar-me em seus meios
Aguçar-me de paixão.

E depois me dê sua mente e coração.
Ardo por seu corpo
Anseio pelo seu ser
Respiro seu viver.

Vem, desnuda mulher, que lhe aguardo!
Sou vampiro e anelo suas veredas.
Guarda seu medo de mim,
Não sou seu mal.

Sou apenas o bem que lhe falta.



Poesia extraída do livro de Teresa Azevedo “Faíscas da Paixão” que pode ser adquirido através do site www.clubedeautores.com.br

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