terça-feira, 6 de maio de 2014

Já é tarde


Já é tarde


Basta-me o passar das horas.
Ficam as badaladas idas,
Horas extraídas do tempo.
Inclinações desmanteladas.
Já é tarde... O que fazer?



O trem passou e eu aqui.
A menina cresceu – e eu?
O velho morreu, chorei.
As forças são fracas. E aí?


Um espelho quebrado.
São as rugas,
Uma mão que estremece.

Já é tarde. E daí?


Texto de Teresa Azevedo


Pintura de Eugenio ZampighiI

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